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Economia brasileira corre risco de entrar em nova recessão técnica neste semestre

Para alguns analistas, ainda existe a possibilidade de recuperação da economia nos próximos meses. No entanto, é fundamental que o processo de vacinação ganhe força, algo fundmental para a retomada do crescimento do País.

Recessão. O termo rondou os noticiários econômicos nos últimos anos e agora ameaça a retomada do mercado brasileiro em 2021. Afinal, diante das dificuldades de superar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o País corre o risco de entrar em nova recessão técnica neste ano? Para alguns analistas, ainda existe a possibilidade de recuperação da economia nos próximos meses, porém, é fundamental que a vacinação evolua no País.

“O risco de recessão técnica sempre existirá, enquanto não houver a imunização da população. O risco é do agravamento da questão sanitária, que exige mais medidas que evitem o aprofundamento da crise econômica em um contexto em que já temos o desemprego alto e o endividamento público bem maior do que no início de 2020”, analisa o economista Lauro Chaves Neto, conselheiro federal de Economia e assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Para Ricardo Coimbra, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), a expectativa é que as medidas do governo de estímulo às atividades econômicas ajudem a evitar o pior. “Deveremos ter um processo de recuperação, até porque novos estímulos devem surgir, não só o auxílio emergencial temporário, por alguns meses, mas com mecanismos de proteção aos empregos e ao financiamento para o setor produtivo”, diz.

Novas cepas

Porém, o risco de novas ondas de contágio, com o surgimento de mutações do coronavírus, causam preocupação. É a visão do economista Paulo Roberto Kuhn, para quem medidas de bloqueio das atividades econômicas não vão resolver o problema.

“Vindo uma nova onda, e numa letalidade maior, se as medidas de enfrentamento forem reproduzidas, teremos um impacto muito grande. E dessa vez a tendência é ser pior. É preocupante aplicar para o paciente os mesmos remédios, porque a doença é diferente, e o paciente pode até morrer. É preciso pensar em ações mais inteligentes do que apenas fechar o comércio, uma vez que passamos um ano com o vírus, e não cuidamos da infraestrutura básica”, analisa.

Paulo Kuhn, no entanto, não projeta dois trimestres com queda no Produto Interno Bruto (PIB), o que caracterizaria uma recessão técnica.

“O PIB vai crescer um pouco, porque a base de comparação é baixa. Estimo que a recuperação será em ‘W’, cai um pouco, em seguida cresce, e a seguir, nova queda. Não será um ano agradável para consumidores, empresários e governo, em todos os níveis. Uma consequência negativa pode ser a inadimplência de impostos, porque pessoas e empresas, com receitas menores, tendem a priorizar o essencial, o que pode causar atraso nos tributos”, observa.

Investimentos

De acordo com Ricardo Coimbra, outra consequência negativa do processo lento de vacinação no Brasil é a pouca atratividade para investidores. “A lentidão nesse processo prejudica a imagem do País no exterior, assim como os governantes, com posturas negacionistas”, reflete o economista.

Para a população, fica a expectativa do retorno do auxílio emergencial, alternativa dada como certa nos meios políticos, mas sem eco com o orçamento público. “O auxílio, enquanto ferramenta de proteção aos mais vulneráveis, mostra que precisamos acelerar o debate sobre a implantação de um programa de renda mínima. A questão é como financiá-lo, o que está ligado ao debate sobre a reforma tributária – profunda, justa e que desonere o setor produtivo”, defende Lauro Chaves.

Fonte: https://ootimista.com.br/economia/economia-brasileira-corre-risco-de-entrar-em-nova-recessao-tecnica-neste-semestre/

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