Líderes do comércio lamentam incerteza

Empresários cearenses ouvidos pelo O POVO disseram nesta quinta-feira, 18, estar perplexos com o anúncio das delações de executivos da JBS envolvendo o presidente Michel Temer. O clima é de incerteza e pessimismo quanto aos impactos na economia.
Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL-Fortaleza), Severino Ramalho Neto, o cenário ainda exige cautela, o varejo precisa esperar. Ele lamenta a paralisação das reformas trabalhista e da Previdência, que para Neto, eram fundamentais para a retomada do crescimento do Brasil.
Apesar do pessimismo, Neto lembra que o Ceará é dos estados que se encontra com alguma saúde fiscal “Se há alguma coisa pra ver de positiva é a situação fiscal do Ceará”.  Contudo, dado o desdobramento das delações, ele pondera: “A economia do País dá dois passos pra trás, mas é um mal necessário. Não podemos apoiar de forma alguma a corrupção”.
O presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL), Freitas Cordeiro, lamenta que os indícios de recuperação deem lugar às incertezas. “O mercado vinha apresentado sinais de melhoras, empresas saindo do negativo, taxa de juros vinham caindo, a inflação em despencada continua, agora só temos incertezas”.
Para ele, as reformas tocadas pelo Governo Temer são essenciais para a retomada econômica do País. “Posso destacar a reforma trabalhista. Esta reforma ainda não é exatamente o que queríamos, mas havia muitos avanços em relação às leis atuais de trabalho, que são totalmente ultrapassadas”. Freitas defende a “modernização nas leis de trabalho”. De acordo com o presidente, “para que se haja mais autonomia de empregar pessoas”.
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