38,1% pretendem comprar; maior confiança em 1 ano

Em fevereiro, houve avanços nos índices de situação presente e de expectativas futuras.

Os consumidores de Fortaleza iniciaram o ano de 2018 mais otimistas em relação à economia. O índice de confiança dos mesmos subiu 1,9 ponto na passagem de janeiro para fevereiro, chegando a 106,4 pontos. É a primeira vez desde fevereiro de 2016 que a taxa demonstra otimismo por dois meses consecutivos, de acordo com o presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE), Maurício Filizola.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) também é o maior desde janeiro do ano passado, quando havia ficado em 107,9 pontos. “Esses números retratam o momento do cenário macroeconômico, com taxas de juros mais baixas, inflação controlada, condições que animam o mercado, que é constituído tanto por empresariado quanto por consumidores”, afirma Filizola.

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O resultado foi influenciado pelo crescimento nos dois componentes do ICC. O índice de situação presente (ISP) avançou 2,2 pontos, indo a 101,5 pontos. O índice de expectativas futuras (IEF) registrou alta de 1,7 pontos (109,7). Outro destaque do levantamento é o percentual de consumidores com intenção de compra em fevereiro, que chegou a 38,1%, reflexo das melhora no cenário econômico geral.

Bens duráveis

Filizola destaca que os bens duráveis e semiduráveis ganha posições no ranking dos produtos mais cobiçados e viram destaque nesse fevereiro. “Por conta da crise, a disposição dos consumidores para comprar itens duráveis estava baixa nos últimos meses, por serem mais caros. Agora, vemos as geladeiras, celulares, televisões e móveis em alta novamente”, pontua. “Nem mesmo nas datas comemorativas de 2017 observamos uma melhora significativa nesse ramo do comércio como vemos agora”, ressalta. No topo da lista, aparecem os itens de vestuário, sendo apontados por 18,8% dos consumidores. Em seguida, estão geladeira (16,7%), celular (16,2%), televisão (15,4%) e calçados e móveis (ambos com 12,4%).

Tendo isso em vista, o ticket médio a ser gasto esse mês ficou em um valor considerável: R$306,76, com maioria das pessoas (76,1%) pretendendo gastar até R$250. As mulheres (40,4%), dentro da faixa etária de 18 e 24 anos (48,9%), com ensino superior (42,3%) e renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (42,3%) é o perfil do consumidor mais propenso às compras neste mês.

Tendência

Maurício afirma que as melhora dos índices deve ser constante a partir de agora. “Nesses dois primeiros meses do ano, as taxas tem melhorado e a tendência é observar uma constante de crescimento ao longo de 2018, sem o sobe e desce do ano passado. Não devemos ter muitos saltos, mas sim melhoras razoáveis mês a mês, tudo dentro da normalidade, mas o suficiente para sinalizar para o mercado”, diz.

Uma variável que pode interferir no resultado das vendas é o cenário político. “O que esperamos do governo é que ele pressione o sistema bancário para que as melhores condições que já estão em prática, como juros e inflação mais baixa, cheguem com mais frequência e facilidade à ponta da cadeia, o que ajuda os empresários na questão dos investimentos e reflete nos consumidores”, esclarece o presidente em exercício da Fecomércio-CE.

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